Aquário, Acrílico ou Bateria Eletrônica, qual é a melhor?

Tempo de leitura: 11 minutos

Antes de tentarmos saber qual é a melhor opção entre aquário, acrílico ou bateria eletrônica, vamos tentar entender os motivos pelos quais usaríamos estes equipamentos.

O que você acha? Bem, eu penso que nós usamos, pois são alternativas para um resultado melhor.

Assim como escolhemos microfones, equalizações, gates e compressões, para que uma bateria acústica soe melhor, fazemos o mesmo ao escolher estes outros recursos.

Afinal, estamos trabalhando com música e a soma de tudo é que gera um bom resultado.

O maior problema

Dor de cabeça

Sempre se procura por soluções paralelas, como o uso de aquário, acrílico ou eletrônica, por causa uso errado da bateria acústica.

E não estou culpando o músico, que senta a mão e não tem dinâmica para segurar. Entendo que quanto mais emoção, mais expressão é aplicado na forma de tocar.

E nem vou entrar no tema que este aumento de expressão, muitas vezes, é provocado com a presença de outro músico, pra impressionar as menininhas, como vingança contra alguém que pediu pra tocar mais baixo ou até por alguma mover espiritual.

São muitos os motivos para se perder a dinâmica… mas não vou continuar se não, meus amigos bateristas vão falar que esta publicação é pra falar mal deles.

Vamos falar dos problemas maiores, que são os pratos e a caixa.

Sim, estes são os “mais mais dos problemas”, quando não estamos com equipamento em ambiente propício para se usar microfones.

Os pratos

Pratos de Bateria

Plash… plish… crash… por frequente vezes é o que ouvimos, ao invés de ouvir música.

E podemos estar no fundo do salão, que os pratos continuam cobrindo toda mixagem.

Não tem o que o operador fazer, aquele som depois que “sai” dos pratos, invade o ambiente atrapalhando qualquer bela melodia.

Muitos operadores chegam a pensar nos motivos pelos quais se precisa de tantos pratos em uma bateria.

E no fim, o povo não sabe que o problema é no ambiente e não no operador. Eles insistem para que ele abaixe um som que nem na mesa de som está.

Não entendem que se não tem microfone, não está ligado na mesa e não tem o que o operador fazer nada.

Coitado…

E piora com a caixa

Baterista

Ahhh, sim, e como piora com o ratatatatáaa…

E o tal rimshot, que é uma forma de bater no tambor pra gerar uma sonoridade mais poderosa?

Quantas vezes os donos de casas de shows e lideres em igrejas vieram falar comigo para abaixar a bateria, sendo que não tinha nada ligado.

E às vezes que tinha, só ia som para os fones, pois o natural do instrumento já era excesso no ambiente.

E conheço vários baterista que quanto mais o responsável pedia para ele segurar a mão, aí que ele arrochava mais.

E agora, fazer o quê? Largar a mesa e ir embora? Dar uma voadora no baterista? Ou chorar?

Planejamento só é pensado na música

Checkmate

Por conta de um planejamento errado, o baterista acaba sendo o ponto principal da discórdia.

Como já disse, a bateria por si só já produz um nível elevado de pressão sonora. Nada é possível fazer para continuar usando e sem gerar custos.

O som reverbera no ambiente e o coitado do operador sofrido só pode lamentar.

A forma mais barata é não ter bateria.

Tem locais que antes de ter o instrumento funcionavam uma maravilha. Mas, o planejamento é incorreto, pensam só na música, mas não pensam como vai soar no ambiente.

Eles acabam comprando por causa que lugar xyz se usa e não avaliam antes a própria condição local.

Depois que colocam a bateria, a paz acaba.

Funcionava bem quando eram vozes, instrumentos de cordas e teclas. Ouvia-se música, ouvia-se tudo e havia uma interação do público, mas com a inserção da bateria, as dores de cabeça começam.

Problemas onde não existiam

Problema onde não existia

A mixagem acaba tendo que ser forçada. Ser feita em nível mais alto pra acompanhar a bateria.

Mesmo quando ela não está microfonada, nestes ambientes, ainda ocorre dela ter o som muito mais alto que o que sai pelas caixas de som.

As caixas de som começam a distorcer, pois não suportam mais o nível de elevação.

Quem cantava agora grita, pra que ouçam e possa se ouvir.

Precisa gastar com retornos, fones e muitas vezes, os microfones comprados para bateria, e junto a ela, não são mais usados. Um gasto desnecessário.

Os vizinhos reclamam, querem fechar o local.

Se for igreja, o público que iria buscar paz, já começa sair com dores de cabeça. Se for casa de show, o som alto começa provocar euforia.

Um local que antes era agradável, para conversar, perde o sentido.

O baterista não é o culpado

Culpa do baterista

E sem saber onde colocar a culpa, ela vai toda pro coitado do baterista, que somente quer fazer seu som.

Pobre infeliz, escolheu um instrumento lindo, mas complexo demais.

Além de ter que usar os 4 membros, pensar e executar de cada um de forma independente, ainda é julgado como o responsável.

Mas por outro lado, muitos são arrogantes, dizem que o aquário, o acrílico e a bateria eletrônica são ruins e limitam ele.

Que o som do seu instrumento que é a pressão de tudo, que sem ele, a música não presta. Mas da forma que está, a música não presta por causa da bateria.

O que o aquário, o acrílico e a bateria eletrônica tem em comum?

Solução

Todos os três são soluções.

Assim como os equalizadores entram pra forçar ou corrigir uma sonoridade que o instrumento não alcançam.

Como os compressores entram pra segurar o nível quando passam de determinado ponto.

Ou como os gates entram para cortar o som quando ficam abaixo de determinado ponto.

O aquário, o acrílico e a bateria eletrônica entram para ser solução.

Uma bateria acústica para ensaio em um apartamento seria algo muito difícil de se ter. Neste caso, como segurar o som dela?

Ou no exemplos que já dei, de um lugar sem planejamento, sem ser próprio pra comportar ela, pois o nível atrapalha mais que ajuda, como segurar o som dela?

Talvez um pessimista, como o arrogante, diriam que o som não é o mesmo. E sim, estão certos.

Nem é o mesmo nestas soluções e nem é o mesmo quando se microfona. Afinal, o que ouvimos naturalmente é diferente do que é captado. Por isto, atuamos com complementos para soar melhor.

Mas em contra partida, melhor é ter um som contido, contudo, próximo ao real, que não ter som nenhum, né? Afinal, ninguém merece os problemas que já falei.

Como funciona o acrílico?

Acrílico de Vidro

O acrílico é uma solução colocar ao redor da bateria, como um arco.

São placas que atenuam, de forma eficaz, o som da bateria para um campo próximo.

O ponto principal para entendimento é “campo próximo”, pois pra campo distante não é tão funcional.

Resolve bem para segurar outros sons dentro do espaço de captação dos microfones da bateria.

Contudo, os microfones da bateria acabam captando o som direto e as muitas reflexões dela no acrílico. Isto multiplica a quantidade de sons, muitas vezes, soando ruim.

E, também, atenua para que o som da bateria não seja captado em excesso por microfones de outros instrumentos e vozes próximas.

Tem melhor proveito com teto alto e com paredes distantes, principalmente, se elas forem por trás.

Quanto mais próximo os tetos e paredes, mais reflexões são causadas e menos atuação em campo próximo terá.

Já para campos distantes, fatalmente as reflexões irão ocorrer e a bateria continuará fazendo a poluição sonora.

Aquário para bateristas

Aquário

O aquário é um complexo de paredes, piso e teto. Uma caixa reverberante se foi bem construída.

Quando digo bem construída, quero dizer ter tido cuidados especiais quanto a absorção interna.

É usado vidro na frente e algumas vezes nas laterais. E tem os mesmos problemas de reflexão direta no acrílico, gerando multiplicação do som captado.

Tanto o piso, como o teto e a parede de fundo devem devem ter tratamento para absorver o áudio.

Caso contrário, vira uma caixa de espelhos, que faz o som captado ser tão feio, por conta das reflexões, que não ficaria extremamente complicado ter resultados satisfatórios.

Por isto, que sua construção deve ser de forma eficiente e ter espaço entre a bateria e os vidros, para reduzir as reflexões diretas nos vidro.

Reduz drasticamente o som acústico da bateria para fora, sendo preciso o uso de microfones, quando não á fissuras, no aquário, para vazamento do som da bateria.

É quente e abafado, demandando algum refrigério ao bateristas. Quando ventilador, mesmo silencioso, pode soprar microfones causando alguma sujeira sonora.

As verdades sobre a bateria eletrônica

Bateria eletrônica

Dizem que pra ser boa tem que ser cara. Já eu acredito que um equipamento bom é aquele que se tem domínio, independente do valor.

Não adianta gastar muito se o baterista não souber usar.

Contudo, as baterias com sensibilidade próximas ao natural, tem preços salgados mesmo.

Estes preços puxados são por causa que elas tem sensores que analisam a forma de tocar e resultam em sonoridades bem próxima de uma bateria acústica captada.

Diferenciam a força e forma da batida (se meio ou se aro nos tambores, se meio ou corpo dos pratos,…).

Algumas tem módulos que dão liberdade de misturar cada canal individualmente, reduzindo a repulsa da impossibilidade do controle individual de peças.

Também envia uma mixagem feita em estéreo, que facilita em sistemas menores, com menos canais disponíveis.

Existem efeitos para emular ambientes e algumas são bem frágeis.

Qual é minha escolha como melhor?

Planejamento Errad

Minha escolha vai depender do momento.

Terá locais que vou sugerir não instalar nenhuma opção, principalmente, para conter a euforia.

Já imaginando vários momentos que não sugeri, justamente pelo descontrole de alguns bateristas “mais eu e menos música“.

Em outros momentos, a bateria acústica poderá produzir resultados melhores e sem microfones.

O posicionamento, se no meio ou dos lados, também me ajudaria nesta escolha, pois levaria em consideração as reflexões.

Outra vezes, principalmente em gravações musicais, faria o uso de acrílico.

Quando aceitarem* a possibilidade do aquário, que tem me trazidos aplicações melhores, irei fazer esta sugestão. (*Reclama de ser um trambolho, que é feio, mas dá pra ser bonito se for bem feito)

Principalmente, quando o tratamento interno segura bem e o isolamento puder ser o máximo. Dando mais liberdade e controle da mixagem ao operador.

Mas, minha principal escolha, nestes locais mal planejados, vai para bateria eletrônica. Que resolve os problemas de acústica, espaço, cenografia e vários outros problemas.

Vou preferir ela toda eletrônica, mas para alguns músicos com dificuldade no manuseio, uma maquina de “chimbal” acústica somaria bastante.

Sejamos realistas

Realista

Não temos instrumento perfeito para tudo. E generalizar por uma aplicação ruim, dizendo que não presta, não é muito racional.

É como dizer que eu não presto por roncar.  Coitada da minha esposa, de sorte ela dorme antes.

Precisamos julgar menos, de forma genérica, e avaliar mais as possibilidades pra uso.

Não é por um lugar ficar bonito, que vai ficar legal em todos. Os custos por uma aplicação errada são altos demais.

O planejamento não pode ser somente baseado em questões musicais ou por achismos.

As consequências são impactantes e os resultados podem ser mais negativos que positivos.

Entendo o punch que a bateria dá em uma música, mas e os vizinhos?

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